Artigos Leitura

Contributos para o Sínodo (7)

Comunidade João XXIII: Antecipar a Igreja do futuro na prática eclesial de base

7Margens | 13 Jun 2022

  1. Chamados à ousadia de ser Igreja

Enquanto comunidade eclesial, sentimo-nos profundamente interpelados pela convocatória de Francisco para que pensemos a Igreja que queremos ser, capaz de corresponder aos anseios e aos desafios profundos do nosso tempo sob o impulso contínuo do Espírito.

Entendemos a sinodalidade como “o específico modus vivendi et operandi da Igreja” (Documento Preparatório, 10 – passará a citar-se como DP), ou seja, como “um processo eclesial participativo e inclusivo de cada um e particularmente dos que se encontram à margem” (DP, 2).

Conforta-nos a noção de que “[o] objetivo do Sínodo não consiste em produzir documentos, mas em ‘fazer germinar sonhos, suscitar profecias e visões, fazer florescer a esperança, estimular confiança, faixar feridas, entrançar relações, ressuscitar uma aurora de esperança, aprender uns dos outros e criar um imaginário positivo que ilumine as mentes, aqueça os corações, restitua força às mãos’” (DP, 32). Está o povo de Deus, no seu todo, chamado a encontrar não apenas “novas linguagens da fé e renovados percursos”, mas, mais que isso, a “voltar a fundar o caminho da vida cristã eclesial” (DP, 7) e a “imaginar um futuro diferente para a Igreja e para as suas instituições” (DP, 9).

Para nós, este apelo de Francisco vai inequivocamente no sentido de regressarmos à radicalidade da experiência da partilha fraterna de vida, posta em prática pelas comunidades cristãs dos primeiros dois séculos, e de assumirmos essa radicalidade como o alicerce do “futuro diferente para a Igreja”.

Continuar a ler em AQUI