Sobre a decadência do ser…

Episódios muito recentes deviam, a todos, repito, a todos, fazer pensar sobre o significado da própria existência e a importância da imaterialidade e do poder para o que chamam de felicidade.

Essa busca pelo poder, por chegar mais alto e mais além, que tantas vezes atropela pelo caminho valores fundamentais que deveriam ser intocáveis, invioláveis.
Quanto vale a felicidade?
Quanto vale deitar na almofada todas as noites de consciência tranquila?
Quanto vale uma vida discreta, feita de pequenos e simples prazeres junto de quem nos ama e que sabemos que não nos falha se tropeçarmos e precisarmos de ajuda?
Quanto vale uma vida longe dos holofotes, sem o crivo da inveja e da maledicência alheia?
Quanto vale uma vida com folha judicial limpa, em branco, sem suspeitas nem culpas formalizadas?

O poder é viciante porque quem lhe acede quer sempre mais.
O poder é enganador, pode tornar-se no princípio do fim. E se o perdes, perdes tudo, até a alma.

Tenho para mim que a minha fraca ânsia por poder, nunca me levará a reconhecimento algum. Passarei por esta vida, de forma totalmente anónima. Os sonhos serão sempre curtos e pouco de material deixarei para os meus seguidores.
Porém, a noite é tranquila e os dias feitos de alguma leveza.
Os elos afetivos são a única e indestrutível corrente que me amarra, porque de resto, vivo sem qualquer outras amarras. Vivo livre.
É nisso que reside a felicidade, em ser-se livre!

Liberdade não condicionada. Liberdade feita de caminho limpo, no pensamento e na ação.

Sobre os últimos acontecimentos que marcam a atualidade, talvez valha a pena pensar sobre o preço da Liberdade, que mais não é da verdadeira felicidade.

Quanto vale a felicidade?…

Ana Paula Pacheco | Facebook