Artigos para Leitura de António CD Justo

NA MONTANHA RUSSA DA PANDEMIA A ALEMANHA TROCA-NOS AS VOLTAS COM O SARS-CoV-2

Onde nos encontramos?

A Alemanha, ao colocar Portugal na “lista vermelha” obriga os portugueses residentes a alterar os seus planos de férias. Também muitos turistas alemães, ao verem Portugal qualificado de zona da variante-vírus, apressam-se a regressar a casa para evitarem a quarentena ao entrar na Alemanha.

O número de pacientes Covid aumentou encontrando-se 116 deles em cuidados intensivos. “Preocupantemente, é a situação em Lisboa. Dois terços de todas as infecções nacionais são registadas em Lisboa – embora apenas 27% dos 10,3 milhões de portugueses aí vivam. A variante delta já é responsável por mais de 70% em Lisboa (HNA, 29.06.2021).

As consequências, também para os emigrantes, são desastrosas: descrédito, casamentos desmarcados, férias anuladas, famílias não encontradas, desmarcações de muitíssimos turistas, etc.

A vacinação e os testes negativos passam a não valer nada? Por um lado, uns a proibir de entrar em Portugal e outros a recomendar que os portugueses vão em magote até Sevilha para apoiar a equipa! Afinal, onde nos encontramos? A política contradiz-se: por um lado toda a gente é aconselhada a tomar a vacina e, por outro, quem tomou a vacina ou tenha teste negativo, tem de entrar em quarentena de 14 dias, ao regressar de Portugal!

Porquê tanta confusão e a quem servem as incongruências?

O descrédito cada vez se espalha mais e isto parece servir os interesses de poderes anónimos; doutro modo a razão começa a não chegar para explicar as contradições que se somam nas medidas que se tomam em relação ao SARS-CoV-2 e suas variantes.

De quem é a culpa?

A “culpa morreu solteira” e o seu cadáver flutua nos leitos dos rios, mas cada rio procura sentir o fedor nas margens dos outros.

É verdade que falta de responsabilidade não falta, mas, como tudo é virgem, ninguém a assume! O Primeiro Ministro português apenas constatou: “Nem tudo correu bem”.

A situação geral é realmente complicada e triste, mas mais que culpabilizar há que cada um assumir a responsabilidade no que toca ao seu âmbito, sem apontar o dedo para os outros.

Porém, já vai sendo tempo de tratar da saúde à pandemia!

António CD Justo

Ver comentários em Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=6608

ENCONTRO NA PANDEMIA

Hoje à tarde, à frente do computador, senti tristeza por não poder abraçar muitos familiares e amigos!

Os ventos da pandemia não parecem querer deixar-nos em paz; a frieza da sua aragem faz crescer em nós o desejo de nos envolvermos uns com os outros.

Falta-nos ocasião para nos reunirmos, para rirmos juntos, para nos abraçarmos em silêncio e para nos mantermos em contacto humano, a modos de sintonia que une alegria e dor!

O quotidiano da vida parece não querer regressar. Talvez precisemos de uma pausa maior para nos irmos distanciando do consumismo e do homem velho que persiste em ficar!

No meio de toda a atrapalhação fica-nos tempo para reflectir a terra e o céu e para esperar que, com Deus, tudo desperte para a vida.

Apesar de tudo, a brisa de Deus continua a soprar-nos no rosto deixando um rasto quente, um aroma de vida que lembra um fôlego comum a unir-nos na sua bênção.

António CD Justo

Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=6606